domingo, 27 de junho de 2010

wall...

Nunca pensei que seria assim, as vezes acho que seria melhor se nunca crescêssemos, não sei, é estranho dizer isso, mas na nossa infância, são temos sofrimentos. É tão diferente. Quando somos crianças queremos crescer logo. Ser adultos, achamos isso tão fascinante, talvez os adultos não demonstrem suas amarguras, é talvez seja isso.
Ou será que não é assim com todos, será que é somente comigo? Porque será que as escolhas gostam de bater a toda hora na minha porta?
Dois dias atrás falei com um amigo, ele disse que não interessa as escolhas, que após escolhidas, devemos pensar sempre que foi a escolha certa, pois tudo tem um lado bom, que não devemos pensar no que os outros estão pensando de nossas escolhas, porque quem terá que conviver com elas será nada mais, nada menos, do que você mesmo.
Eu tinha uma escolha a fazer, na minha cabeça ela já está feita, mesmo assim, fico meio insegura, há algumas pessoas que me dizem o oposto do que escolhi. Mas nesse momento não consigo ver isso de outra maneira.
É como se tivesse uma parede entre mim, e o que eu escolhi, como se eu tivesse que escala-la, ou derruba-la, essa parede que é invisível, mas que pode ter dois metros de altura. E se eu não alcança-la? E se eu não conseguir derruba-la? E se no meio do caminho eu me ferir mais uma vez?
Talvez esse seja o medo de meus amigos, que eu me machuque, ou que o que há atrás desse muro me machuque.
Minha escolha está feita, agora, será que é a escolha certa?

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